Como o valor é calculado
Desde a reforma da Previdência (EC 103/2019), a pensão por morte é uma cota familiar de 50% do valor-base, mais 10 pontos por dependente, até o limite de 100%:
| Dependentes | Percentual da pensão |
|---|---|
| 1 | 60% |
| 2 | 70% |
| 3 | 80% |
| 4 | 90% |
| 5 ou mais | 100% |
| Com dependente inválido ou com deficiência | 100% |
O total é dividido em partes iguais entre os dependentes. Dois limites protegem a família: a pensão nunca fica abaixo do piso de R$ 1.621,00 (2026) e nunca passa do teto de R$ 8.475,55 (2026).
Por quanto tempo o cônjuge recebe?
A duração para o cônjuge ou companheiro depende da idade dele na data do óbito, pela tabela atual (válida desde 2021 — não confunda com a tabela antiga, de 2015):
| Idade do cônjuge no óbito | Duração da pensão |
|---|---|
| Menos de 22 anos | 3 anos |
| 22 a 27 anos | 6 anos |
| 28 a 30 anos | 10 anos |
| 31 a 41 anos | 15 anos |
| 42 a 44 anos | 20 anos |
| 45 anos ou mais | Vitalícia |
A regra dos 4 meses: se o falecido tinha menos de 18 contribuições mensais ou o casamento/união estável durou menos de 2 anos, a pensão do cônjuge dura apenas 4 meses — mesmo que, pela idade, durasse mais. A única exceção é a morte por acidente: nesse caso, aplica-se a tabela por idade normalmente. Os filhos recebem até os 21 anos, sem limite de idade se forem inválidos ou tiverem deficiência.
Exemplos reais do cálculo
- Base R$ 5.000, 2 dependentes: 70% = R$ 3.500,00/mês, ou R$ 1.750,00 para cada um. Cônjuge de 35 anos recebe por 15 anos.
- Base R$ 2.000, 1 dependente: 60% = R$ 1.200,00 — abaixo do piso, então a pensão sobe para R$ 1.621,00/mês. Cônjuge de 46 anos: pensão vitalícia.
- Base R$ 3.000, só o cônjuge, união de 1 ano e meio: 60% = R$ 1.800,00/mês, mas por apenas 4 meses, por causa da regra dos 4 meses.
Próximos passos
- Reúna os documentos: certidão de óbito, documentos do falecido e de cada dependente, certidão de casamento ou prova da união estável e, se houver, laudos da invalidez/deficiência.
- Peça pelo Meu INSS (app ou site) no serviço “Pensão por Morte”, ou pelo telefone 135. Não é preciso ir a uma agência na maioria dos casos.
- Confira o prazo: pedindo em até 90 dias após o óbito (180 dias para filhos menores de 16), a pensão é paga desde a data do óbito; depois disso, só a partir do requerimento.
- Confira a carta de concessão: quando o INSS conceder, compare o valor e a duração com esta simulação — divergências podem ser questionadas com pedido de revisão.
Quando um filho faz 21 anos, a parte dele vai para os outros?
Não. Diferente do que muita gente imagina, a cota de 10% do dependente que perde a qualidade (ao completar 21 anos, por exemplo) é extinta e não é redistribuída. O valor total da pensão diminui 10 pontos percentuais do valor-base. A exceção é o filho inválido ou com deficiência, que não tem limite de idade.
O que é a regra dos 4 meses?
Se o falecido tinha menos de 18 contribuições mensais ou se o casamento/união estável tinha menos de 2 anos, a pensão do cônjuge dura só 4 meses. Mas se a morte foi acidental, essa regra não se aplica e a duração é a da tabela por idade.
A pensão pode ficar abaixo do salário mínimo?
Não. Em 2026, nenhuma pensão por morte fica abaixo de R$ 1.621,00. Se o cálculo de 50% + 10% por dependente der um valor menor, o INSS paga o piso. No outro extremo, o valor é limitado ao teto de R$ 8.475,55.
Este simulador vale para óbitos antigos?
Não. Ele segue o regime atual, da EC 103/2019, para óbitos ocorridos sob as regras vigentes, com a tabela de duração do cônjuge atualizada (a que vale desde 2021). Óbitos anteriores seguem as regras da época, que eram mais vantajosas — nesses casos, consulte o INSS ou um advogado previdenciário.
Meus dados ficam salvos?
Não. Todo o cálculo é feito no seu navegador; nenhuma informação é enviada ou armazenada.